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Livros a venda

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Meus livros estão a venda no site www.editoramultifoco.com.br ou através do meu e.mail catarinacunha@gmail.com. Aproveite para comprar hoje em homenagem ao dia do escritor.
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Hoje é dia do escritor!

Adote um mundo

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        Mais do que pelos decorando sua casa e móveis exoticamente customizados por unhas talentosamente afiadas, ao ser adotado por gatos você estará entrando no fantástico universo do amor livre dos felinos.         Companheiros silenciosos possuem o dom de serem ótimos ouvintes e contempladores da vida ao redor. Assim como você, os gatos dão carinho quando, onde e para quem eles bem querem. Possuem gosto eclético: assistem qualquer programa de tevê e leem todo tipo de literatura desde que confortavelmente instalados e acariciados. Aceitam ouvir respeitosamente suas músicas preferidas e se você resolver cantar e dançar saiba que tem uma plateia atenta. Dependendo da personalidade, seu amigo escolhe algumas tarefas suas para acompanhar com afinco. Há os que, mesmo sem fome, adoram fiscalizar os trabalhos na cozinha, outros ajudam no seu desenvolvimento no computador, eventualmente deitando no teclado ou ten...
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Já está sendo vendido no site da Multifoco o meu segundo livro , "Pipocas no asfalto", com entregas para todo o Brasil. No mesmo site está a venda também o meu primeiro livro, "Deu vaca". http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=799&idProduto=824

Minhoca, Minhoca, me dá uma beijoca...

Beto tem uma tatuagem em caixa alta no antebraço direito escrito Luana, amor eterno. Resultado de um amor meteórico desembestado na adolescência. Antes da declaração cicatrizar, Beto já recebera um pé-na-bunda de Luana, via torpedo tipo “Você é um cara muito legal...o problema é comigo...”. Com o tempo Beto percebeu que o problema era dele, na carne e em letras garrafais. Para a primeira garota que perguntou quem era Luana, Beto, inspirado pelos olhos negros da morena emanando volúpia e ciúmes, saiu-se com essa bizarrice: “É o nome da minha falecida filha. Não gosto de falar no assunto. Dói muito.” Brilhante. Além de ninguém perguntar mais nada ainda ganhava pontos extras como homem fiel e romântico. Com o tempo foi conhecendo mulheres mais esclarecidas onde a maturidade ousa maiores questionamentos: “Morreu como? Com que idade? Como ela era? Você ainda vê a mãe?” Diante das exigências o homem viu-se criando o nascimento, vida e morte da própria filha que nunca teve. Luana nasceu lind...

O peru de Valdirson

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O contínuo Valdirson ganhou um peru congelado e temperado do pessoal do escritório. Veio com cartão do Papai Noel desejando Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Só não dizia o que fazer com aquele bicho. Pegou o trem da Central com o peru pendurado na mochila. Quando começou a pingar o povo pediu para ele desencostar aquele peru gelado e Valdirson achou melhor manter o peru abraçado aos peitos para não incomodar ninguém. Chegando na pensão, onde aluga uma cama, pediu para a senhoria guardar no congelador. Ela não tinha espaço nem no congelador muito menos no coração. Ele pensou o que faria com aquilo, nem família tinha. Acharia alguém para comer o peru com ele. Alguém iria acabar convidando para uma ceia; e ele entraria orgulhoso com o peru. Até ser convidado Valdirson precisa guardar na geladeira se não estraga. Saiu abraçado com a ave sentindo o coração molhado. No boteco do Seu Nonô bebeu um café com leite no pendura e deixou o peru no prego. Ganhou tempo. No dia seguinte não consegui...

Pipocas no asfalto

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Paulinho nasceu numa família como qualquer outra. O pai intelectual silencioso, a mãe orgulhosa da prole, o irmão mais velho lindo, estudioso, obediente. A irmã caçula, sempre doente e boba, recebia a atenção de todos; inofensiva, uma benção. Já o magro, pálido e ágil Paulinho honrava a fama de filho do meio, era o capeta encarnado. Frequentador eventual da escola mantinha ano após ano o boletim regularmente vermelho, os cadernos desbeiçados, rasurados e sem datas. Saía de casa com a mochila nas costas, uniforme engomado, cabelo penteado e sapatos dignos para voltar totalmente possuído pelas peladas de rua. Joelho esfolado, meias rasgadas, chiclete no cabelo, boca suja de paçoca e, no lugar do dever de casa, a bolsa cheia de bolas de gude e figurinhas conquistadas. A mãe, mulher espiritualizada, resignava-se aos desígnios de Deus, mais cedo ou mais tarde seu moleque tinhoso haveria de servir para alguma coisa. Numa intensa tarde Paulinho atravessou a rua destrambelhado atrás da bola...