domingo, 15 de maio de 2011

Carta a um exército particular

Meu amigo é um lutador canhoto. Não de esquerda, e muito menos de direita, não de artes marciais ou de tribuna; tampouco épicas e sim diárias, sem fazer estardalhaço diante das vitórias ou derrotas. O escudo do meu amigo tem a transparecia dos retilíneos e sua arma mais poderosa é o amor puro e profundo pela vida através da família, dos amigos, dos livros e da música de sua terra natal.

Meu amigo tem uma estratégia: conhecer o inimigo e, o mais rápido possível, atacá-lo de frente com os arqueiros e com a cavalaria pelos flancos. Sabe que sempre haverá baixas que serão assimiladas com a força dos patriarcas e a sabedoria das mães.

Hoje o meu amigo ganhou mais uma batalha de uma guerra morna, cozida em fogo brando, anunciada. Outras virão, mas nosso herói não teme, já que sua natureza nasceu assim livre dos terrores terrenos; até porque, também, além do que, até, pois, sabe que não está sozinho. A guerra é dele, mas seu exército é de fidelidade inquestionável e nada, nada mesmo que respire, pulse ou ouse pisar neste planeta o atingirá.

Um comentário:

Marilia disse...

Emocionante e sincero. Bjs, Marília