terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sinto muito



Eu sinto tantas coisas e as coisas
Se apoderam de mim sem que
Minha alma se aperceba do canto mudo das horas
Padeço tal febre de catapora do vento entregue ao devaneio
Besta- fera sigo obstinada
O caminho tropego dos poetas perdidos
Pois vivo o dia que nasce para matar a noite
A aniquilar a fonte que cria a água e respira
A arfa da solidão em goles múltiplos
Solto golfadas de ar e o vômito fica
Na dor de tua ausência

3 comentários:

Anônimo disse...

Há de chegar o tempo em que seremos donos de todo o tempo do mundo. Assim não sentiremos mais o tempo passar. Nós é que passaremos.

Sammy | Email | 23-01-2007 16:27:26

Anônimo disse...

LIndo! Lindo! Lindo, tamanha é a sensibilidade e profundidade que transmite. Bem haja Catarina!

valente | Email | 30-01-2007 14:57:00

Anônimo disse...

Hoje estou tão insensível que não posso sentir muito, só, apenas um rasteijante sentir de soslaias e longas ausências de VocÊ, Catarina. Yvaniokunha