sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O primeiro amor



- Bora, Pedrinho, matar a última aula ou a gente vai pegar uma fila imensa.

- Tô indo, tô indo.

- Trouxe a garrafa de álcool?

- Não. Era a minha vez?

- A gente compra no caminho. Vito, você tem quanto? E você Edu?

- 0,80.

- 0,15.

- Caramba, só tenho 0,10. Dá. Feito. Não falei? Olha a fila na escada!

- Não vai dar tempo até a hora do almoço.

- Vai sim. É rapidinho, só tem moleque na fila. Talvez aquele velhote empaque na armação.

- Ele tem tempo sobrando, a gente pede para passar na frente.

- Abriu a cortina rosa. A fila tá andando.

- Já tô até pronto.

- Segura.

- O próximo! Os rapazes vão pagar com o quê?

- Chaveiro, Dona Gertrudes.

- Caneta...

- Eu vou pendurar prá próxima...

- Esses estudantes...Deixa eu ver se o material está limpo e desimpedido. Tudo bem. Faz logo o serviço que a fila já está lá na rua. Vem com a mamãe, vem. Upa, upa neném!!!

- Uhuuuu! Todo mundo feito? Agora correndo pro parque.

- Joga esse álcool logo antes que seque.

- Ahhhh!

- Minha vez. Ahhhh!

- Nossa Senhora, isso arde....uuuuiii!

- Amanhã matinê de novo?

- Eu vou.

- Eu trago o álcool.

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