terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Hora do arrocho


- Ai!
- Desculpa aí.
- Não está vendo que não dá para passar...
- Não quero passar. Só quero colocar o meu outro pé no chão.
- Deu?
- Brigada.
- Ô comandante, liga o ar aí!
- Está quebrado.
- Abram as janelas se não eu tiro a roupa. Calor do cão!
- Mas está chovendo.
- Então abre o guarda-chuva.
- Abre! Abre! Abre!
- Vai descer!
- O senhor trouxe um bote?
- Não, mas não vou ficar nesse imprensado. Prefiro ser engolido pelo rio carioca.
- Espera a água baixar um pouco, velho.
- O trânsito está todo parado. Vou nadando e chego antes de vocês.
- Mãe, quero fazer xixi.
- Segura, moleque, que já está chegando.
- Mãe, chegando onde se a gente está parado aqui há um tempão?
- Cala a boca e não enche.
- Abre a porta agora! Vou sair!
- O senhor é quem sabe...
- Nossa... está puxando muito...
- Volta! Volta! Volta!
- É, vou esperar mais um pouquinho.
- Tudo bem aí, filho?
- Agora já estou aliviado.
- Fazer o que, né?
- Vamos levar um sambinha?
- Samba! Samba! Samba!
- “Assassinaram o camarão!”
- “Assim começou a tragédia no fundo do mar...”
- Dr. Trocador, leva na caixa!

Homenagem aos Originais do Samba.

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